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First started teaching at the age of 12, football tactics among friends, moving on to coaching volleyball teams, then digging deep into Human nature through Yoga and finally through TM.

Turned into language teaching through TEFL and for the past 22 years have been developing and implementing training systems in the Portuguese real estate industry, blending both together, and helping non-speakers in their plight to learn the professional jargons that make up real estate activities in Portugal.

quinta-feira, agosto 12, 2010

A sabedoria do Ramadão

Nesta altura que faz um calor infernal em todo o país, estando a morar no Algarve, o Suão não perdoa e estabiliza o clima num forte CALOR.

Disto isto, sabendo que hoje é o primeiro dia da lua nova e do Ramadão, não posso deixar de valorizar a sabedoria do Islão que reinou nesta parte do mundo por mais de 700 anos...

Sendo fortemente caucasiano, soou que nem um porco com a mais ínfima nota de calor: Neste caso, sou um rio transbordando de cada poro.

E, nesta parte do hemisfério (norte), onde nasceu o Islão, não é de admirar que o jejum neste tempo seja uma regra saudável a cumprir.

Com tamanho calor, acordar cedo e saborear a frescura ténua algarvia, comendo um desjejum conforme manda o Alcorão, permite-me abraçar o resto da manhã em que começo a suar desalmadamente, cada vez mais...
Limito-me a beber líquidos, a manter-me fechado e abrigado de um sol não impiedoso, mas sim cruel.
Almoço é levessímo, uma sesta pela tarde, suor, suor e mais suor... Mal consigo trabalhar e encontro-me em cada movimento a meditar.
Meditar é a chave para chegar ao pôr-do-sol... brisas umas mais quentes que outras, sempre quentes...
Posto o sol no seu merecido descanso, volto-me para fazer uma jantar para a família: Carapaus grandes e bonitos na grelha e uma arroz muito malandro, com água de giseng e toranja, refogado à dãdã, com pimento verde à mistura e cubos de abóbora... Uma delícia de arroz muito amalandrado.
Petisco um vinho branco simples com uma pasta de atum que fiz para o almoço e torradas... Cai bem.
Suo, continuo a suar...
Feita a refeição com um tinto maduro, saio finalmente à brisa formosa da ria par ir por o lixo e tomar o meu café e whisky portuguezmente...
E contemplo a sabedoria islâmica que só tem como meta no Ramadão a conservação deste templo, vaso fraco, que é o nosso corpo, para que passemos o Suão em paz e com saúde, na mira de sabermos que há um Deus misericordioso.
Sinto satisfeito e grato com estes conhecimentos e contemplações minhas, mas que sei que forma pensados pro alguém muito mais sábio que eu há mais de mil e quatrocentos anos atrás...

Deus esteja connosco!

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