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First started teaching at the age of 12, football tactics among friends, moving on to coaching volleyball teams, then digging deep into Human nature through Yoga and finally through TM.

Turned into language teaching through TEFL and for the past 22 years have been developing and implementing training systems in the Portuguese real estate industry, blending both together, and helping non-speakers in their plight to learn the professional jargons that make up real estate activities in Portugal.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Re: Aquisição de Conhecimento e valor da escrita no e-Learning

No contexto da questão colocada pelo Hugo, entendo que o texto continua a ser um instrumento essencial (a própria estrutura da internet basea-se na "leitura" pelos "spiders" de texto...), encontrando noutros meios como o desenho (Quem não se lembra das gravuras nos livros em "O Nome da Rosa"?), imagens, sons - Sempre na óptica de ser complemento e não substituto.


A «escrita não linear» não é mais do que o produto dessas dimensões; Enquanto que o eLearning é uma ferramenta no uso dessas dimensões.


Veja-se, como exemplo curioso, http://www.geocities.com/Athens/Pantheon/2990/objetivos.html


Cito dessa página:


- "Buscando a compreensão do binômio Tecnologia e Educação, partindo dos recursos disponíveis no ambiente escolar, elaboramos um projeto que visa a construção de homepages, envolvendo a aquisição da linguagem verbal e não-verbal. A homepage é o resultado da elaboração de um sistema complexo simbólico de relações intertextuais e hipertextuais."- e -"Introduz-se novos elementos no desenvolvimento do indivíduo, e configura-se um outro tipo de escrita que exige um novo aprendizado. O aluno não conta apenas com o papel, a caneta e o dicionário, mas escreve num teclado, lê numa tela e seu texto é corrigido pelo auto-corretor de textos que lhe aponta os possíveis formas corretas. Para dominar a nova técnica, ele efetua processos de compreensão mentais mais complexos, diferente daquela do papel que ele já dominava."


- "O indivíduo depara-se com uma escrita não linear, pode fazer uso de imagens, palavras e sons simultaneamente, possui mobilidade espacial. Tudo isso facilita o processo de produção. A utilização de materiais diversos para ampliar ou representar um texto, dão à página um aspecto lúdico que transforma o ato de ler e escrever numa aprendizagem em forma de jogo."


Como formadores, devemos - no meu entender e prática - usar a escrita nesse contexto acima referido, multifacetado e sobretudo dinâmico na sua relação com o formando.


Fica-me, contudo, a sensação de que nos esquecemos de algo. Eu explico:


Defino à partida alguns vectores de análise, embora fora de contexto, que acabam por inflectir sobre as questões que o Hugo colocou:


a) O Conhecimento


Devemos manter presente que a forma escrita nunca foi necessariamente sinónima de Conhecimento: Na nossa civilização, a escrita verdadeiramente só surgiu com o Renascimento; Os Gregos davam a primazia à forma oral de transmissão conhecimento.


b) o "Gap"


Existem diversos "fossos" que ainda não foram abordados mas que limitam o e-learning:


1. A iliteracia informática da grande, esmagadora, percentagem da população divide cada vez mais a população e sobretudo as gerações.


Isto faz-me lembrar uma consultoria que fiz há poucos anos atrás para um construtor idoso de Albufeira; Cada vez que lhe explicava o que estava a fazer no seu computador, para ele e a sua empresa, surgia um esgar terrível na sua cara; Acabou, no final, por confessar que aquela máquina lhe fazia espécie e nada tinha percebido...


2. Na formação em geral, como em todas as áreas da nossa sociedade, existe um outro "entrincheiramento" que os Vossos comentários fazem sobressair: O das pessoas incapacitadas visual - e/ou auditivamente...


- Faz-me lembrar quando quis contratar em meados dos anos 90 um advogado invisual, via a ACAPO, para um dos meus escritórios; Todo o processo de aprendizagem foi, no contexto da actividade da mediação imobiliária, necessariamente oral. Não que ele não tivesse acesso a textos em Braille, mas existia uma imperiosa necessidade prática do exercício de funções...


c) Formas da aprendizagem e aquisição de conhecimentos


d) A dinâmica da formação


A formação, tal como o nosso ensino, peca por um excessivo uso do texto escrito, esquecendo que a oralidade, a musicalidade, o desenho manufacturado no quadro e na hora, são meios poderosos para motivar, incentivar e promover o formando na sua acção formativa.


Com isto termino dizendo que para mim o e-Learning terá sempre a necessidade de se misturar com a presencial, e que "as escritas" terão sempre de ser não lineares, pois de outro modo deixa de existir uma aprendizagem real e eficaz. Fica-se pelo faz de conta...


Pode ser portanto um grande contributo para a melhoria da formação.

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